Naufrágio deixa 17 mortos e 140 desaparecidos no Iêmen

Pelo menos 17 pessoas morreram e cerca de 140 estão desaparecidas no naufrágio de dois barcos no Golfo de Aden, informou nesta quinta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). As embarcações inclinaram no fim da noite desta quinta-feira, quando levavam somalis e etíopes para o Iêmen. Ao todo, quatro barcos faziam o traslado de 515 pessoas quando foram interceptados por autoridades iemenitas.Houve troca de tiros entre as autoridades e as tripulações. Oficiais disseram que um dos barcos virou depois que os passageiros se agitaram com o tumulto. O outro tombou enquanto tentava se desvencilhar da guarda costeira. As autoridades seguem nas buscas pelos desaparecidos."Estou profundamente entristecido com esta última tragédia envolvendo barcos clandestinos que levam pessoas desesperadas a atravessar o Golfo de Áden", disse Antonio Guterres, chefe do Acnur. "Os traficantes continuam a explorar pessoas pobres que tentam mudar em busca de melhores oportunidades econômicas."De acordo com a agência de refugiados, os somalis disseram que estavam fugindo de áreas centrais do país onde estão ocorrendo sangrentos combates entre forças governamentais, apoiadas pela Etiópia, e milícias islâmicas. Um grupo de 357 sobreviventes foi levado para uma base do Acnur no Iêmen, onde foram distribuídos alimentos e remédios.O Acnur informou estar preparando para uma possível fuga em massa de cidadãos da Somália para os vizinhos Quênia e Etiópia. A agência está pedindo que esses países concedam asilo para os que fogem dos confrontos.Segundo o Acnur, mais de 25,8 mil pessoas desembarcaram no Iêmen vindas da Somália este ano. Pelo menos 330 pessoas morreram e cerca de 300 desapareceram na perigosa travessia. O Iêmen tem cerca de 84 mil refugiados somalis, informou a agência.

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