Naufrágio deixa 31 balseiros cubanos mortos

Uma lancha que levava um grupo de refugiados cubanos naufragou durante uma tentativa de travessia para os Estados Unidos, deixando 31 pessoas mortas, informou uma rede de televisão de Cuba. Apenas três pessoas sobreviveram. A rede estatal cubana exibiu uma reportagem sobre o acidente, um dos mais graves ocorridos nos últimos anos, mas não informou a data do naufrágio. Fontes afirmam que os acontecimentos se passaram no final de dezembro, quando 34 cubanos usaram uma lancha rápida para viajar ilegalmente para os Estados Unidos. Uma das sobreviventes, Daysel Alfaro Blanco, explicou que a lancha tinha capacidade para transportar apenas dez pessoas. A cerca de 20 milhas da costa a embarcação começou a ter problemas no motor e ficou à deriva, até que virou. "Quando o barco virou, ficamos em apenas 14 e a partir daquele momento alguns começaram a se afogar e muitos tiveram ataques cardíacos", explicou Daysel. Apenas ela, outra mulher e um homem sobreviveram depois de passar três dias em cima do casco da lancha até serem resgatados por um cargueiro que se dirigia ao porto da capital cubana. Os três tiveram queimaduras e sintomas de desidratação. O governo cubano responsabilizou os Estados Unidos pela morte das 31 pessoas, já que, segundo as leis americanas, os cubanos que conseguirem colocar os pés no território do país tem o direito de solicitar residência permanente um ano depois. No ano passado, apesar da intensa temporada de ciclones, mais de 2,6 mil balseiros cubanos tentaram chegar os Estados Unidos, um recorde segundo a Guarda Costeira americana.

Agencia Estado,

02 Março 2006 | 18h00

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