Darrin Zammit Lupi / Reuters
Darrin Zammit Lupi / Reuters

Naufrágio no Mediterrâneo deixa 114 desaparecidos, dizem sobreviventes

Entre as pessoas desaparecidas, segundo relatos de sobreviventes, há dez mulheres - uma delas grávida - e duas crianças

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2019 | 15h41

ROMA - Pelo menos 114 pessoas estão desaparecidas e outras 3 foram encontradas mortas após o naufrágio de uma embarcação com imigrantes a 80 km do litoral da Líbia, segundo os depoimentos de três sobreviventes resgatados pela Marinha da Itália à Organização Internacional de Migração (OIM).

Inicialmente foi informado que havia 20 desaparecidos. O porta-voz da OIM na Itália, Flavio di Giacomo, explicou à agência EFE que os três sobreviventes são dois sudaneses e um gambiano que foram transferidos à Ilha de Lampedusa após o resgate. Eles contaram que havia 120 pessoas no bote que partiu da cidade líbia de Garabulli.

Di Giacomo afirmou que os sobreviventes relataram que após 11 horas de navegação o bote no qual viajavam começou a esvaziar e, pouco a pouco, as pessoas foram caindo ao mar.

Entre as pessoas desaparecidas, segundo os relatos, há dez mulheres - uma delas grávida - e duas crianças, e procediam majoritariamente de Nigéria, Camarões, Gâmbia, Costa do Marfim e Sudão.

Os três resgatados se recuperam no hospital de Lampedusa da hipotermia sofrida após terem caído ao mar. Embora não corram risco de morte, "continuam em estado de choque após o ocorrido", segundo Di Giacomo.

A Marinha italiana informou nesta madrugada que avistou na sexta-feira uma embarcação em péssimas condições com cerca de 25 pessoas a bordo, motivo pelo qual enviou duas balsas salva-vidas infláveis.

Um helicóptero foi utilizado para resgatar três migrantes. Dois deles conseguiram alcançar uma das balsas, enquanto o terceiro foi salvo no mar. Também foram encontrados três corpos sem vida.

A ONG alemã Sea Watch já tinha informado nesta sexta-feira que havia avistado esta embarcação, que no momento tinha cerca de 25 pessoas a bordo. / EFE

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