STR/AFP
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Naufrágios na costa da Turquia deixam 33 mortos

O mau tempo no Mar Egeu, com ventos, ondas e baixas temperaturas, provocou danos ontem até mesmo em embarcações de passeio nos portos de lazer do litoral turco, tornando a travessia dos imigrantes ainda mais perigosa

O Estado de S. Paulo

08 de fevereiro de 2016 | 12h36

ISTAMBUL - Pelo menos 33 pessoas morreram afogadas nesta segunda-feira, 8, em dois naufrágios de embarcações que transportavam refugiados na costa da Turquia, próximo da ilha de Lesbos, na Grécia, informou a emissora NTV.

O naufrágio de uma barca na província de Balikesir deixou 11 mortos e três foram resgatados com vida, enquanto pelo menos outras 22 se afogaram em um naufrágio poucos quilômetros ao sul, após partirem de praias da região de Esmirna.

A segunda barca transportava cerca de 40 refugiados, segundo os primeiros testemunhos, e apenas 4 sobreviventes foram encontrados. As patrulhas litorâneas turcas estão trabalhando na busca e no resgate com apoio aéreo na área.

O mau tempo no Mar Egeu, com ventos, ondas e baixas temperaturas, provocou danos ontem até mesmo em embarcações de passeio nos portos de lazer do litoral turco. Por isso, a travessia a Lesbos, distante apenas dez quilômetros do litoral da Turquia, é extremamente arriscada.

A Turquia tem cerca de 2,5 milhões de refugiados sírios recenseados, mas somente 260 mil vivem em acampamentos apoiados pelas autoridades. Os demanis sobrevivem por conta própria, normalmente trabalhando ilegalmente, já que ainda não está em vigor a lei - anunciada recentemente - que regulará seu acesso ao mercado de trabalho.

A chanceler alemã Angela Merkel está hoje em Ancara, onde se reuniu com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, para falar do atendimento dos refugiados na Turquia e das estratégias para que deixem de tentar ir para a Europa.

A UE prometeu € 3 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) à Turquia para este trabalho, mas não está claro ainda se esses recursos estarão destinados a melhorar a vida dos refugiados ou a aumentar a vigilância das regiões de onde tentam partir rumo à Europa. / EFE

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