Nave não tripulada é mais uma bravata do que uma ameaça

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2012 | 03h02

Os 100 mil fuzis Kalashnikov e a produção local de drones não são uma ameaça - correm mais na pista das bravatas usuais de Hugo Chávez. O estoque de armas de assalto é um fato conhecido desde 2005, quando ele fechou negócios na Rússia envolvendo um primeiro lote de 25 mil fuzis que seriam montados e, mais adiante, produzidos em uma fábrica em Maracay.

Os 85 mil soldados das Forças Armadas venezuelanas precisam de 60 mil fuzis para serem operacionais. Os times especiais utilizam equipamento diferente.

O contingente de paraquedistas, fuzileiros, e mergulhadores chega a 10 mil militares. Os demais são do quadro administrativo, técnico ou de suporte - pessoal das áreas de saúde, cozinha e suprimentos, raramente envolvidos na luta real.Chávez quer os AK-47 para equipar suas milícias populares. Sai caro. Cada fuzil custa US$ 400. Os drones são mais complicados. O presidente está empenhado em ativar o acordo bilateral firmado com o Irã, em 2010, para o desenvolvimento de projetos na área de Defesa. A prioridade são as aeronaves pilotadas à distância. Os modelos iranianos, porém, são muito limitados e pouco confiáveis. Nãolevam armas.

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