Diego Izquierdo / Telam/AFP
Diego Izquierdo / Telam/AFP

Navegador argentino cruza o Atlântico para ver seus pais em meio à pandemia

Ballestero, que mora na Espanha onde trabalha com passeios marítimos, resolveu viajar pelo mar à Argentina para visitar seus pais, quando em meio à pandemia todos os voos e conexões aéreas do seu país foram cancelados

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2020 | 05h00

MAR DEL PLATA, ARGENTINA - "Missão cumprida", afirma Juan Manuel Ballestero, um navegador argentino que, sem voos disponíveis, há pouco menos de três meses partiu de Portugal em direção à Argentina, com um objetivo em mente: voltar a ver seus pais idosos em meio à pandemia de coronavírus

"Consegui, consegui, consegui!", disse. Aos 47 aos, e após uma extenuante travessia de 85 dias, Ballestero chegou ao Mar del Plata, sua cidade, em um dia de tempestade na última semana. Após fazer um teste para o novo coronavírus e dar negativo, pode desembarcar em terra firme para ver seus pais, Nilda e Carlos, de 82 e 90 anos, respectivamente. 

"Consegui o que estive tentando nos últimos três meses. Tratou-se disso, de estar com a família, por isso vim", afirma o homem que pretendia chegar à Argentina no último 15 de maio para os 90 anos do seu pai, com quem finalmente conseguiu comemorar o Dia dos Pais neste domingo, 21.

Ballestero, que mora na Espanha onde trabalha com passeios marítimos, resolveu viajar pelo mar à Argentina para visitar seus pais, quando em meio à pandemia todos os voos e conexões aéreas do seu país foram cancelados. 

Durante a travessia "escutava que morriam pessoas todos os dias, milhares", e "estava em meio à natureza, vendo o mundo continuar, com golfinhos e baleias... e a humanidade passando por esse momento tão difícil", reflete. 

Durante um período de 54 dias sua família não teve notícias dele. Mas "sabíamos que ele iria chegar, não tínhamos dúvida", enfatiza seu pai, Carlos. 

A primeira escala da viagem de 12 mil km foi Vitória, no Espírito Santo, e a última antes de chegar foi em La Paloma, no Uruguai.

Agora seu veleiro, o "Skua", com apenas 8,8 m de comprimento, repousa no Clube Náutico de Mar del Plata, aguardando a próxima aventura. / AFP  

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