Navio atraca em Benin sem crianças escravas

O barco Etireno atracou esta madrugada no porto africado de Cotonou, em Benin. Ao contrário do que se esperava, não havia qualquer criança escrava a bordo. Segundo a delegada da Unicef em Benin, Esther Culuma, o caso teve um "final feliz". No barco estavam apenas 23 crianças com idades entre 5 e 14 anos, e outros 20 adolescentes que, de acordo com a delegada, "não pareciam ser vítimas do tráfico de escravos". Mesmo assim, Esther Guluma suspeita que exista outro barco que pode estar lotado de crianças escravas. A Unicef havia denunciado que o Etireno transportava cerca de 180 crianças que seriam comercializadas como escravas. Desde o momento em que o barco atracou, as informações foram desencontradas. A princípio, fontes portuárias deram conta de apenas 7 crianças a bordo. Pouco depois, a CNN informava que 28 era o número de menores transportados pelo barco.A ministra de Assuntos Sociais de Benin, Ramatou Baba Moussa, concorda com a suposição da delegada da Unicef, sobre a possibilidade de haver outro navio, com nome e localização desconhecidos, que realmente esteja transportando dezenas de crianças escravas. Esta embarcação teria sido confundida com o Etireno que teve negada sua entrada no Gabão já que "estaria fazendo transporte ilegal de crianças".Antes da chegada do navio, havia o temor de que o capitão da embarcação, Stanislas Abatan, decidisse lançar os supostos escravos ao mar, para escapar da prisão em flagrante. Abatan enfrentará, agora, uma ordem de prisão internacional, acusado de tráfico de escravos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.