AP Photo/Salvatore Allegra
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Náufragos resgatados por navio brasileiro desembarcam na Itália

A corveta da Marinha do Brasil cruzava o Mar Mediterrâneo rumo a Beirute, no Líbano, no momento em que recebeu a mensagem de socorro emitida no Centro de Busca e Salvamento da Itália

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 22h54

(Atualizada às 18h20) O grupo de 220 náufragos resgatado pela corveta V-34 Barroso, da Marinha do Brasil, desembarcou neste sábado, 5, no Porto de Catânia, na Sicília, na Itália. Os 220 imigrantes foram resgatados na noite de sexta-feira, 4, ao largo do litoral da Itália, a maioria da África. O grupo ocupava uma embarcação precária, sob risco de naufrágio. 

Por volta das 20h30, horário local, a transferência dos refugiados foi completada – 94 mulheres, 37 crianças, 4 bebês de colo e 85 homens de diversas etnias. Todos foram levados para Catânia, a segunda cidade da Sicília, no litoral sul italiano. Duas embarcações menores, do comando da Guarda Costeira regional, participaram dessa operação.

A corveta é comandada pelo capitão de fragata Alexandre Nunes e cruzava o Mar Mediterrâneo rumo a Beirute, no Líbano, no momento em que recebeu a mensagem de socorro emitida no Centro de Busca e Salvamento da Itália.  Barroso recebeu a  solicitação para que procurasse o transportador ilegal em sua última posição, a cerca de 314 km da costa mais próxima, Peloponeso, na Grécia. 

Depois de uma hora de navegação, a corveta chegou ao local e iniciou o procedimento para o embarque dos imigrantes. O capitão Nunes informou que toda a transferência foi rápida. O mar calmo, depois de um dia de chuva e vento forte, favoreceu a ação. 

O serviço médico de bordo atendeu os casos mais graves –  de desidratação e queimaduras de sol. O verão europeu, este ano, tem registrado temperaturas de até 39 graus.

Líbano. Após o resgate, a corveta V-34 segue para o Líbano. Será a substituta da fragata União, a capitânia da força-tarefa das Nações Unidas que cumpre missões de interdição marítima e de capacitação da força naval libanesa. A frota de sete navios – do Brasil, Grécia, Alemanha, Indonésia, Bangladesh e Turquia –, é comandada pelo almirante Flávio Macedo Brasil. 

A corveta Barroso mede 103 metros, e desloca 2.400 toneladas com autonomia total de 30 dias. A tripulação é de 191 militares, em condições de combate. O sistema de armas de bordo foi configurado para atender a demanda das operações na forca-tarefa. Inclui disparadores de mísseis Exocet, lançadores de torpedos, dois canhões, e posições para metralhadoras pesadas.

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