Navio com 30 tanques é libertado por piratas na Somália

Empresa pagou US$ 3,2 milhões pelo resgate da embarcação com veículos militares e artilharia

Efe e Associated Press,

05 de fevereiro de 2009 | 07h55

A Presidência da Ucrânia anunciou nesta quinta-feira, 5, a libertação do navio ucraniano MV Faina, que possui com 33 tanques a bordo e  outros veículos militares. Fontes da agência Unian avaliaram em US$ 3,2 milhões o resgate que a empresa proprietária pagou na quarta-feira aos piratas.   Com bandeira do Belize, o MV Faina foi sequestrado em setembro com 20 tripulantes e uma carga de tanques T-72 e armas. Sua captura gerou atenção internacional, não só pela carga militar do navio, mas pelo impasse diplomático sobre o destino dos tanques. "Em 4 de fevereiro, o navio foi libertado como resultado de uma complicada operação realizada pelos corpos de inteligência da Ucrânia em cooperação com serviços secretos estrangeiros", disse a porta-voz da Presidência, Irina Vannikova.   Segundo ela, "os tripulantes estão salvos e permanecem a bordo do 'Faina'", que, escoltado por navios de guerra dos Estados Unidos, se dirige para o porto queniano de Mombassa, onde os marinheiros receberão assistência médica. Antes, a empresa do navio já tinha chegado ao acordo para o pagamento de US$ 1,7 milhão aos piratas somalis, mas, no último momento, estes exigiram mais dinheiro.   O capitão do navio, o russo Vladimir Kolobkov, morreu devido a um ataque cardíaco durante o cativeiro, enquanto vários marinheiros precisam de atendimento médico. A empresa do navio foi que denunciou às autoridades ucranianas a captura do "Faina" por piratas somalis quando se dirigia ao porto de Mombassa. Atualmente, as águas próximas à Somália são patrulhadas por cerca de 20 navios de guerra de vários países, que participam de uma operação internacional contra a pirataria na região.   Um dos piratas disse, por telefone satélite, que alguns dos piratas permaneciam a bordo. "Nós não estamos mais mantendo-o", afirmou Aden Abdi Omar, um dos que deixaram o navio. "Mas nossos homens devem desembarcar primeiro para que ele possa seguir para onde queira."   No ano passado houve um aumento dos casos de pirataria na Somália. Um total de 111 ataques em navios ocorreram, com 42 deles capturados. A Somália não tem uma guarda costeira nem uma Marinha, pois não tem um governo que controle de fato o país desde que senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. Eles então passaram a combater entre si, deixando a Somália em situação caótica.

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