Roberto Ferrucci / AFP
Roberto Ferrucci / AFP

Navio de cruzeiro perde o controle em Veneza e quase colide com iate turístico

Tempestade prejudicou saída do ‘Costa Deliziosa’, com quase 300 metros de comprimento, da lagoa; em junho, outra embarcação bateu em um cais e um barco na mesma cidade

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2019 | 12h39

VENEZA, ITÁLIA - Um mês após a colisão de um navio de cruzeiro contra o cais e um barco em Veneza, uma tragédia foi evitada na noite de domingo, 7, quando mais uma embarcação perdeu o controle e quase colidiu com um iate turístico.

O navio de cruzeiro "Costa Deliziosa", com quase 300 metros de comprimento e capaz de transportar cerca de 3 mil pessoas, estava prestes a deixar a lagoa veneziana sob uma tempestade e ventos fortes, puxado por rebocadores, segundo um vídeo divulgado pelo escritor e artista veneziano Roberto Ferrucci em seu site.

Por causa do mau tempo, perdeu o controle e quase colidiu com o iate que estava ancorado não muito longe da famosa Praça de São Marcos, causando pânico a bordo. 

Os membros da tripulação do iate, um barco de 50 metros que parecia pequeno ao lado do cruzeiro, correram para o cais, informou a agência AGI. Apesar do susto, o rebocador do "Costa Deliziosa" conseguiu evitar o acidente e direcioná-lo para a saída da lagoa sem problemas.

O incidente alimentou o debate sobre os danos infligidos à cidade italiana - inscrita juntamente com sua lagoa na herança universal da Unesco - e seu frágil ecossistema pelos enormes navios de cruzeiro que navegam pelos canais.

Dois acidentes em cinco semanas

Há apenas cinco semanas, um acidente com outro cruzeiro deixou quatro pessoas feridas. Vítima de um problema no motor, o "MSC Opera", que pode transportar até 2.680 passageiros e navegar pelo canal Giudecca, bateu em um cais antes de colidir com um navio turístico, o "River Countness"

Vídeos publicados nas redes sociais mostravam os turistas em terra correndo para ver a embarcação de 275 metros e 13 andares.

A presença destes cruzeiros na cidade é tanta que as chaminés dos barcos já fazem parte da paisagem por trás dos campanários e pontes da cidade. Os ecologistas acusam os cruzeiros de contribuir para a erosão das fundações da região, regularmente inundadas.

Em novembro de 2017, a Itália adotou um plano de desenvolvimento da lagoa para apoiar a atividade lucrativa dos navios de cruzeiro, mas com modificações na sua rota. / AFP

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