Navio encalha junto à Praça de São Marcos, em Veneza

Não houve feridos e, neste caso quase tão grave quanto, danos, mas o susto foi enorme: o navio de cruzeiros Mona Lisa, viajando com a bandeira da Bahamas, encalhou, hoje, bem perto da preciosa Praça de São Marcos, centro de Veneza. A neblina que cobria a Bacia de São Marcos desde cedo provocou o acidente. Depois de certificar-se que nenhum dos 1.000 passageiros, a maioria holandeses, do navio de 655 pés de comprimento (cerca de 200 metros) ferira-se, o prefeito da cidade teve a oportunidade de reclamar sobre embarcações passarem tão próximas ao centro histórico da cidade. ?Meus temores sobre o perigo de grandes navios passarem pela Bacia de São Marcos estão, infelizmente, confirmados?, disse Paolo Costa em uma nota oficial. ?Hoje, conseqüências desastrosas e inimagináveis foram felizmente evitadas. Mas é óbvio que se precisam tomar medidas para eliminar o risco de um navio acabar subindo na Praça de São Marcos.? Costa sugere que tais navios não devam mais ter permissão para cruzar a Bacia de São Marcos, que está ao lado da famosa praça. Ao invés disso, eles teriam de ancorar mais afastados, como por exemplo no Lido, uma ilha na costa fora do perímetro do centro da cidade. O atual formato da praça, que abriga a igualmente antiga e famosa Basílica de São Marcos, foi criado no século 12, para o encontro do papa Alexandre III com o imperador Barbaroxa, com o aterro do Rio Batario, que a cortava em dois. Uma nova praça, menor, foi construída com as colunas de São Marcos e São Teodoro, os santos patronos de Veneza, e de frente para a Bacia de São Marcos. Toda a construção do que o escritor francês Alfred de Musset chamou de ?a sala de estar do mundo? levou um século para ser completada. Agora, ela reflete o trabalho de alguns dos maiores arquitetos da renascença e do barroco, como Sansovino, Longhena, Scamozzi, Rizzo e Tirani.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.