Navio líbio descarrega ajuda para Gaza em porto egípcio

Suprimentos serão levados pelas passagens de Rafah e Awja, após Israel impedir barco de seguir viagem

Efe, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2010 | 00h00

CAIRO

O navio líbio que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, e foi interceptado pela Marinha de Israel na terça-feira, chegou ontem ao porto egípcio de El-Arish. O comandante desviou o curso do barco após militares israelenses fazerem ameaças e advertirem a missão humanitária a não tentar furar o bloqueio imposto ao território palestino.

Um funcionário do governo do Egito disse que o Amalthea, o barco líbio, chegou em El-Arish, ao sul da fronteira com Gaza, e começaria a descarregar os suprimentos. "Itens médicos e passageiros entrarão em Gaza através da passagem de Rafah, enquanto os alimentos entrarão por Awja", disse o capitão Gamal Abdel Maqsoud, responsável pelo porto. Segundo ele, o Crescente Vermelho egípcio (o equivalente à Cruz Vermelha nos países islâmicos) levará o carregamento a Gaza.

Na terça-feira, a Marinha israelense interceptou o navio e ameaçou atacá-lo caso tentasse chegar a Gaza, mas os organizadores da missão afirmaram que rumariam para o território palestino. Em meio às ameaças, aumentaram os temores de um confronto como o ocorrido no fim de maio entre militares de Israel e ativistas de uma frota humanitária turca, quando nove civis morreram.

Ontem, porém, militares israelenses disseram que o capitão do Amalthea concordou em alterar a rota para El-Arish, onde os suprimentos seriam descarregados. Testemunhas a bordo do Amalthea disseram que navios de guerra de Israel impediam a realização de manobras que levassem a Gaza.

Youssef Sawani, diretor da fundação que organizou a missão, presidida pelo filho do líder líbio, Muamar Kadafi, confirmou que o rumo do navio foi alterado por razões de segurança. "Seria inaceitável entrar em confronto e arriscar um derramamento de sangue. O objetivo do Amalthea foi alcançado sem violência e o resultado são ganhos para os palestinos de Gaza", disse.

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