US Navy|AFP
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Navio militar dos EUA se aproxima de ilha artificial chinesa e enfurece Pequim

Um navio contratorpedeiro com mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos navegou próximo a ilhas artificiais chinesas no disputado Mar do Sul da China nesta terça-feira, 27, gerando uma firme repressão de Pequim

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2015 | 16h17

WASHINGTON/PEQUIM - Um navio contratorpedeiro com mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos navegou próximo a ilhas artificiais chinesas no disputado Mar do Sul da China nesta terça-feira, 27, gerando uma firme repressão de Pequim, que disse ter alertado e seguido a embarcação norte-americana.

Em depoimento à Comissão de Serviços Armados do Senado, o secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, confirmou a informação. Segundo ele, a Marinha dos EUA tinha realizado operações e o USS Lassen havia entrado em uma área a menos de 12 milhas de uma ilha artificial chinesa. 

A presença do USS Lassen é o desafio mais significativo dos EUA até o momento aos limites territoriais que a China impõe em torno das ilhas do arquipélago de Straptly, e poderia elevar as tensões em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo.

Uma autoridade de defesa americana disse que o USS Lassen navegou a 12 milhas náuticas do recife de Subi. Uma segunda autoridade da Defesa disse que a missão, que durou algumas horas, incluiu o recife de Mischief e seria a primeira em uma série de exercícios de liberdade de navegação, com objetivo de testar as reivindicações territoriais chinesas.

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que as "autoridades relevantes" monitoraram, seguiram e alertaram a embarcação americana, à medida que entrava "ilegalmente" em águas próximas a ilhas e recifes em Spratly sem a permissão do governo chinês.

"A China decididamente irá responder às provocações deliberadas de qualquer país", informou o ministério em nota, que não deu detalhes precisos sobre onde o navio dos EUA navegou.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Lu Kang disse posteriormente que caso os Estados Unidos continuassem a "criar tensões na região", a China poderia concluir que precisaria "aumentar e fortalecer" suas "habilidades relevantes".

"A China espera usar meios pacíficos para resolver todas as disputas, mas caso a China precise fazer uma resposta, então o tempo, método e velocidade da resposta serão feitos de acordo com os desejos e vontades da China", acrescentou. / REUTERS 

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