Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Navio naufragado na China é endireitado para que equipes acessem seu interior

Dos 456 ocupantes do 'Estrela Oriental', 14 foram resgatados com vida; maioria dos que estavam no barco tinha entre 50 e 80 anos

EFE

05 de junho de 2015 | 10h14

As equipes de resgate conseguiram endireitar nesta sexta-feira, 5, a embarcação que afundou na segunda-feira no rio Yang Tsé, no centro da China, para poder acessar seu interior e tentar encontrar os 360 desaparecidos, depois que o número de mortos chegou a 82 na madrugada.

As autoridades chinesas tomaram essa medida depois que consideraram, nessa quina-feira, que não havia mais possibilidade de se encontrar sobreviventes, após três dias de complicados e contínuos trabalhos de resgate no rio. Dos 456 ocupantes do "Estrela Oriental", apenas 14 foram resgatados com vida.

Ao descartar essa possibilidade, as equipes de resgate começaram a complicada operação, com o uso de dois guindastes, mergulhadores, que amarraram o navio com cabos de aço, e duas embarcações de 500 toneladas para rebocar e endireitar o navio, que estava virado de ponta-cabeça.

O seguinte passo é drenar a água do interior da embarcação e assegurar que o mesmo está estável para que os mergulhadores possam entrar e encontrar mais vítimas, mas ainda não há pistas de quanto tempo essa operação deve durar.

Assim que esse trabalho for concluído, espera-se que mais corpos sejam encontrados. Entre os ocupantes do navio, a maioria era de aposentados do leste da China, com idades entre 50 e 80 anos, que participavam de um cruzeiro que tinha partido de Nanquim, no leste, com destino a Chongqing, no sudoeste, há dez dias.

Em Jianli, que fica na margem norte do trecho do Yang Tsé em que ocorreu o naufrágio, centenas de caixões estão sendo preparados no necrotério da cidade.

O naufrágio do "Estrela Oriental", um navio turístico que percorria uma das rotas mais populares na China, se transformou na pior tragédia fluvial do país em sete décadas.

As autoridades estão investigando as causas do acidente, que ocorreu quando um forte temporal castigava a região. O capitão e o chefe da casa de máquinas sobreviveram ao acidente e encontram-se sob custódia da polícia.

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