Navios das Coreias do Norte e do Sul trocam tiros no Mar Amarelo

Barco norte-coreano teria invadido área controlada pela Marinha de Seul em fronteira disputada pelos rivais

SEUL, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2014 | 02h03

Embarcações de patrulha da Coreia do Sul e da Coreia do Norte trocaram disparos ontem na fronteira marítima disputada pelos dois países, 120 quilômetros a oeste da Península da Coreia. A hostilidade ocorreu três dias depois de as nações rivais terem levantado esperanças de um alívio em suas tensas relações, ao concordar numa retomada do diálogo de alto nível ainda este ano.

O incidente foi desencadeado quando uma embarcação da Coreia do Norte entrou na região em disputa, no Mar Amarelo, e navegou meia milha náutica em águas controladas pela Coreia do Sul, segundo fontes militares sul-coreanas.

Um funcionário do Ministério de Defesa de Seul, que não quis se identificar, afirmou que um navio da Marinha da Coreia do Sul transmitiu um aviso à embarcação intrusa orientando sua tripulação a voltar para o mar territorial do Norte e fez cinco disparos de alerta. Os norte-coreanos responderam com tiros - e o barco da Coreia do Sul disparou 94 projéteis de metralhadora.

Nenhuma das duas embarcações foi atingida. O incidente durou cerca de dez minutos, de cordo com o funcionário sul-coreano.

Trocas de tiro na disputada fronteira marítima a oeste da Península da Coreia não são incomuns - combates entre o Norte e o Sul ocorreram por lá em 1999, 2002 e 2009. Em 2010, o governo de Pyongyang bombardeou uma ilha sul-coreana na região, matando quatro pessoas.

Mistério. Veículos de comunicação da Coreia do Norte não têm relatado atividades públicas do ditador Kim Jong-un desde 3 de setembro - quando o líder norte-coreano teria assistido a uma apresentação musical. No dia 25, em uma rara revelação sobre a saúde de Kim, a TV norte-coreana afirmou que o ditador "não se sentia bem", ao mostrá-lo mancando durante visita a uma fábrica, supostamente em agosto. O "desaparecimento" de Kim tem suscitado dúvidas sobre quem está no comando do país. / NYT

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