Navios e helicópteros perseguem piratas no Golfo de Áden

Navios e helicópteros de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) perseguiram supostos piratas somalis durante sete horas, entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, depois de um ataque a um petroleiro norueguês. A caçada terminou somente depois que tiros de advertência foram disparados na direção dos piratas, disse neste domingo um porta-voz da aliança militar.

AE-AP, Agencia Estado

19 de abril de 2009 | 12h03

Sete piratas haviam tentado atacar o petroleiro MV Front Ardenne, de bandeira norueguesa, na noite de sábado, mas fugiram depois de a tripulação ter conseguido realizar manobras evasivas e alertado navios de guerra que estavam por perto, disseram o tenente português Alexandre Santos Fernandes, a bordo de um navio no Golfo de Áden, e o comodoro Chris Davies, na central de comando da Marinha da Otan na Inglaterra.

"Ainda não se sabe ao certo como o ataque foi evitado, mas parece que o petroleiro tomou medidas", disse Davies. Fernandes disse que nenhum tiro foi disparado na direção do navio atacado. Davies disse ainda que os piratas fugiram na direção de uma embarcação militar canadense que escoltava um navio do Programa Mundial de Alimentação pelo Golfo de Áden.

O navio americano USS Halyburton estava por perto e também participou da perseguição. Nenhuma das duas embarcações faz parte, oficialmente, da missão antipirataria da Otan. "Foi uma perseguição longa. Durou mais de sete horas", disse Davies.

Os piratas teriam jogado parte de suas armas no mar enquanto tentavam chegar ao litoral da Somália, mas foram alcançados pelo navio canadense depois de disparos de alerta terem sido efetuados. Os militares canadenses encontraram uma granada propelida por foguete a bordo da embarcação pirata. Os suspeitos foram interrogados, desarmados e liberados a seguir. A lei canadense não permite que uma pessoa seja julgada por crime cometido fora de seu território.

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