Navios retiram trabalhadores estrangeiros da Líbia

Dois navios gregos retiraram hoje 4,5 mil trabalhadores, a maioria chineses, mas também gregos e de outras nacionalidades, da Líbia e transportaram todos para a ilha de Creta, na Grécia. O mau tempo no Leste do Mediterrâneo, contudo, impediu que centenas de norte-americanos que estão em um navio partissem de Tripoli.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 14h54

Vários países europeus enviam navios para retirar seus cidadãos da Líbia. A saída por navio parece ser a opção viável, uma vez que várias empresas aéreas suspenderam hoje os voos para Tripoli, como a alemã Lufthansa, a Austrian Airlines e a Alitalia, em meio a cenas de caos crescente no Aeroporto Internacional de Tripoli.

Os que conseguiram deixar a Líbia descrevem cenas caóticas e aterrorizantes: corpos pendurados em postes em Benghazi e caminhões com milicianos carregando corpos de pessoas mortas. Um vídeo mostrou um tanque aparentemente esmagando um carro com pessoas dentro. A rebelião popular contra Muamar Kadafi começou no dia 15 e já deixou mais de mil mortos, segundo estimativas.

Em Creta, o navio grego Hellenic Spirit desembarcou hoje trabalhadores chineses e gregos que conseguiram deixar o porto de Benghazi, no Leste da Líbia, sob controle dos insurgentes. "A situação está muito ruim por lá. Nós escutamos muitos tiroteios, vimos muitos prédios incendiados", disse Pantelis Kimediadis, um trabalhador grego da indústria petrolífera que vivia perto de Benghazi. "Todo mundo está muito cansado e querendo deixar a Líbia. Nós temos amigos e colegas líbios que nos protegeram. Nossas vidas estavam nas mãos deles", disse Kimediadis.

Espera-se que até 15 mil chineses cheguem por navio a Héraclion. A partir de Creta, eles serão repatriados por avião para a China. Cerca de metade dos chineses trabalham em projetos da construção civil e indústria petrolífera na Líbia. As informações são da Associated Press.

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