Nazista acusado de ajudar a matar 430 mil judeus morre sem ir a julgamento

ALEMANHA

, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

Um dos nazistas mais procurados do mundo, acusado este ano de envolvimento na morte de 430 mil judeus no Holocausto, morreu aos 89 anos antes de ser submetido a julgamento, revelou ontem um tribunal da cidade alemã de Bonn. Samuel Kunz, acusado em julho de ajudar no assassinato de judeus no campo de concentração de Belzec, perto da cidade polonesa de Lublin, entre 1942 e 1943, morreu no dia 18 na Alemanha, disse o tribunal. Kunz, que também foi acusado de matar dez judeus a tiros, era o número 3 da lista dos mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, depois de Sandor Kepiro, da Hungria e Milivoj Asner, da Áustria. O caso de Kunz veio à tona durante as investigações sobre o ucraniano John Demjanjuk, que foi julgado no ano passado em Munique, acusado de ajudar a matar 27.900 judeus no campo de concentração de Sobibor. Como Demjanjuk, Kunz nasceu no que se converteu na União Soviética e se tornou guarda de campo depois de ser capturado pelos alemães.

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