Negociações com Coréia do Norte terminam neste domingo

Negociadores internacionais afirmam que estão perto de um acordo para fim do programa nuclear

Reuters,

30 de setembro de 2007 | 17h49

As negociações para a limitação dos programas nucleares da Coréia do Norte terminaram neste domingo, 30, para que os delegados possam retornar a seus países para discutir com seus governos uma declaração conjunta relativa aos detalhes práticos da desativação, disse o enviado americano às negociações. Pelo acordo fechado em fevereiro, a Coréia do Norte deverá desativar suas instalações atômicas e prestar uma declaração completa de todos seus programas nucleares. Em troca, o Estado comunista vai receber uma injeção maciça de ajuda energética. O enviado dos EUA às negociações, Christopher Hill, disse que os delegados estão perto de um acordo em relação ao que significa a "desativação" das instalações nucleares norte-coreanas, e que a declaração conjunta está repleta de informações detalhadas. "Vários de nós achamos que deveríamos levar a declaração de volta (aos países de origem) devido aos detalhes, mas, supondo que sigamos adiante com isso, a declaração realmente apresenta todo um mapa do caminho a ser seguido até o final do ano", disse Hill a jornalistas antes de embarcar para Washington. "Francamente, de todas as reuniões entre as seis partes, esta foi a menos estressante, em termos de chegarmos a posições comuns. Agora estamos realmente na fase concreta, de 'porcas e parafusos', da implementação do desmantelamento das instalações nucleares." O chefe da delegação chinesa, Wu Dawei, disse que as negociações terão um "recesso" de dois dias, mas que depois disso o documento será divulgado publicamente. A Coréia do Norte, que no ano passado testou um artefato nuclear, fechou e selou sua usina atômica de Yongbyon em troca de ajuda energética e passos no sentido de tirá-la do isolamento diplomático - as primeiras medidas acordadas no pacto fechado em fevereiro. O fórum de seis partes, em que a China é a anfitriã e que envolvem também as duas Coréias, os Estados Unidos, Japão e Rússia, vem pressionando Pyongyang a desativar suas instalações atômicas e prestar uma declaração completa de seus programas relacionados.

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