Negociações de paz sírias chegam ao 5º dia em Genebra

As tensas negociações entre governo e oposição sírios, que se concentram na transferência de poder e na ajuda a partes sitiadas da cidade de Homs, região central da Síria, em Genebra, entraram em seu quinto dia nesta terça-feira.

Agência Estado

28 de janeiro de 2014 | 11h29

Tem havido pouco progresso até agora na resolução de questões importantes como se o presidente Bashar Assad deve se afastar e transferir o poder a um governo de transição.

Anas al-Abdeh, integrante do grupo de negociadores da opositora Coalizão Nacional Síria, disse à Associated Press nesta terça-feira que a transição, especificada no acordo de junho de 2012 durante a primeira rodada de negociações de paz em Genebra, continua a ser "nossa principal prioridade no momento".

Mas as negociações devem também tratar da questão do envio de ajuda humanitária para Homs. Segundo Al-Abdeh, que "o regime ainda insiste em sua sistemática política de fome".

Um acordo provisório foi fechado em Genebra no final de semana para a retirada de mulheres e crianças de Homs antes da chegada dos comboios com ajuda humanitária. A cidade está sitiada há quase dois anos.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o governador Talal Barrazi disse que a polícia, paramédicos e membros do Crescente Vermelho sírio estão prontos para retirar as pessoas, mas que "estamos esperando a resposta da ONU". O mediador Lakhdar Brahimi, que atua em nome da ONU e da Liga Árabe, disse que problemas de segurança estão adiando a retirada.

Elisabeth Byrs, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, disse aos jornalistas que caminhões estão de prontidão para levar alimentos e ajudar aos que escolherem sair da cidade, mas acrescentou que "precisamos de todas as condições de segurança para que esse comboio siga adiante".

"Precisamos de acesso a todas as partes da Síria, a todos os locais onde as pessoas precisam de ajuda", disse ela.

Um fator que complica o envio de ajuda e a retirada de pessoas de Homs é que os negociadores têm pouca influência sobre os grupos armados que tomaram o controle de algumas partes do país desde março de 2011. Fonte: Associated Press.

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