AFP PHOTO / SPUTNIK / ALEXEI DRUZHININ
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Negociações entre EUA e Rússia sobre cessar-fogo na Síria fracassam

Barack Obama e Vladimir Putin pediram que as delegações continuem trabalhando para chegar a um acordo que permita a entrada de ajuda humanitária no território sírio

O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2016 | 08h51

HANGZHOU, CHINA - As negociações entre EUA e Rússia para conseguir um cessar-fogo que permita a entrada de mais ajuda humanitária na Síria fracassaram nesta segunda-feira, 5, em Hangzhou, na China, onde se reúnem as delegações dos dois países para a cúpula do G20.

Fontes diplomáticas anunciaram que não foi possível chegar a um acordo, depois que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu no domingo e nesta segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.

Kerry já havia advertido na véspera que, embora tenha havido progressos consideráveis em importantes questões técnicas nas conversas com Lavrov, ainda ficaram faltando pelo menos duas questões complexas que podem vir a concordar com um cessar-fogo.

Embora nenhuma das duas partes queira confirmar quais são esses empecilhos, o Departamento de Estado americano disse recentemente que só apoiará um cessar-fogo nacional entre o Exército de Bashar Assad e os rebeldes, e não outro a curto prazo em alguns pontos do país.

Ainda nesta segunda-feira, os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, pediram que suas delegações continuem com as negociações para conseguir um cessar-fogo na Síria.

Segundo fontes da Casa Branca, ambos líderes "esclareceram os pontos pendentes das discussões" e pediram a Kerry e a Lavrov, que continuem com as negociações para ver se podem chegar a um acordo.

Obama e Putin estiveram reunidos durante 90 minutos, tempo um pouco maior do que outros encontros mantidos entre líderes em paralelo à cúpula. Os principais desacordos entre as duas partes foram descritos como "técnicos", mas relacionados com a parte de implementação do acordo, que é buscada para aliviar a situação humanitária no país.

"Houve alguma recaída desde algumas das discussões recentes em Genebra, mas acho que hoje chegamos aos termos (das negociações) para voltar ao essencial", indicou uma fonte.

Segundo os americanos, Washington está centrado em assegurar que o acordo "permita um período de calma para chegar com urgência à população que necessita de ajuda humanitária".

A cessação de hostilidades, segundo a fonte, "foi parte do foco de atenção", e também "que se pode fazer para se concentrar na Frente Al-Nusra e no Estado Islâmico".

Durante o encontro, Obama e Putin também discutiram durante o encontro sobre a situação na Ucrânia, e o presidente americano insistiu com seu colega russo que "as sanções sobre a Rússia continuarão enquanto não forem implementados totalmente os acordos de Minsk". / EFE

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