AFP PHOTO / GUILLERMO LEGARIA
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Outras negociações que falharam entre governo colombiano e Farc

Vitória do "não" em plebiscito sobre acordo é o quarto fracasso na tentativa de alcançar a paz no país

Fernanda Simas, enviada especial / Bogotá, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2016 | 10h08

BOGOTÁ - A derrota de domingo nas urnas do acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha mais antiga da América Latina, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), é o quarto fracasso na tentativa de encerrar o conflito que já dura 52 anos.

O conservador Belisario Betancourt (1982-1986) foi o primeiro a propor uma negociação, que resultou nos “Acordos de La Uribe” em 1984, mas a trégua durou apenas alguns meses.

O liberal César Gaviria (1990-1994) - que encabeçou a campanha pelo "sim" ao lado de Santos - também tentou negociar, no caso com a Coordenada Guerrilheira Simón Bolívar, que incluía as Farc, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Exército Popular de Libertação (EPL). Uma agenda de 10 pontos foi fechada, mas nenhum deles foi cumprido porque a negociação foi cancelada após o EPL sequestrar e matar o ex-ministro Argelino Durán.

O conservador Andrés Pastrana (1998-2002) havia sido o último a realizar um diálogo formal com as Farc, em 1998. Durante as conversas, uma área de 42 mil quilômetros nos municípios de San Vicente del Caguán, La Macarena, Uribe, Mesetas e Vista Hermosa foi desmilitarizada. Em fevereiro de 2002, Luís Eduaro Gechem foi sequestrado e o presidente ficou esperando o então líder das Farc, Manuel Marulanda, que jamais apareceu para o encontro.

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