Negociações nucleares entre Irã e P5+1 são retomadas

O secretário de Estado norte-americano John Kerry pediu nesta terça-feira ao Irã que prove que suas intenções nucleares são pacíficas, no dia em que Teerã e seis potências mundiais (grupo também conhecido como P5+1) iniciam a suposta última rodada de negociações sobre a questão, e dias antes do prazo final de 24 de novembro. Já o Irã adotou um tom mais combativo, advertindo que a "ganância" do outro lado pode prejudicar as negociações.

Estadão Conteúdo

18 de novembro de 2014 | 12h33

Com menos de uma semana para o prazo final, os dois lados estão ansiosos para evitar a extensão nas conversações, pois a medida poderia ser recebida com oposição substancial pelos congressistas céticos de Washington, assim como pelos linha-dura em Teerã. Mas os negociadores podem não ter escolha, já que diferenças significativas entre as duas partes não foram resolvidas.

Durante uma reunião com o secretário de Relações Exteriores britânico Philip Hammond, Kerry disse que os Estados Unidos esperam "que possamos chegar lá, mas não podemos fazer qualquer previsão". Ele desafiou Teerã a "trabalhar conosco, com todos os esforços possíveis, para provar ao mundo que o programa (nuclear iraniano) é pacífico".

Hammond disse que o Irã precisa demonstrar "mais flexibilidade".

Mas o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que depende do Ocidente reunir "a vontade política para chegarmos a uma solução", lembrando que as conversações podem fracassar em razão da "ganância" do outro lado, forma adotada pelos iranianos para se referir às exigências que o país não deseja aceitar.

O P5+1 é formado por Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha. Os seis países querem que o Irã restrinja o enriquecimento de urânio e outros projetos nucleares que possam ser usados na fabricação de armas atômicas.

Em troca, eles oferecem o fim das sanções contra a República Islâmica. Teerã afirma que não quer produzir esse tipo de armamento e resiste às restrições. Fonte: Associated Press.

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