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Negociações nucleares podem ultrapassar prazo, diz presidente do Irã

Mandatário alertou que novas exigências internacionais podem prejudicar processo de discussão

O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2015 | 12h36

As negociações nucleares do Irã podem ultrapassar o prazo estipulado para o dia 30 de junho, disse hoje o presidente do Irã, Hassan Rohani. Segundo ele, o alerta serve para o caso de os envolvidos no processo de discussão levantem novas questões para a chegada a um acordo.

"Se os outros lados ficarem no formato que foi estabelecida e não tragam novas questões, eu acredito que a questão nuclear pode ser resolvida e possamos alcançar um acordo", disse Rouhani em uma conferência divulgada pela televisão local.

"No entanto, se eles quiserem tomar o caminho arriscado, as negociações podem levar mais tempo", alertou o presidente.

Instantes antes, Rohani havia se pronunciado publicamente afirmando que não iria permitir inspeções que colocassem em risco os segredos de Estado iranianos.

"O Irã absolutamente não vai permitir que os seus segredos nacionais caiam nas mãos de estrangeiros através de protocolo adicional ou quaisquer outros meios", disse.

EUA. As declarações do presidente iraniano acontecem em um momento delicado do acordo nuclear entre o país e a comunidade internacional. Um dos principais personagens da negociação, o secretário de Estado americano, John Kerry, teve de se ausentar das negociações em virtude de um problema de saúde. Ele deixou ontem o Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, onde passou por uma cirurgia para recompor uma perna quebrada, e disse que planeja voltar às negociações internacionais sobre o programa nuclear do Irã para a reta final do processo, no fim do mês.

Kerry ficou quase duas semanas se recuperando no hospital e disse que permaneceu nesse período totalmente engajado nas conversas com o Irã. Ele está voltando para sua casa em Boston para continuar a se recuperar de uma fratura no fêmur direito, sofrida durante uma queda de bicicleta no dia 3, na França, perto da fronteira com a Suíça. O acidente forçou-o a interromper a viagem na Europa.

Falando a repórteres logo após deixar o hospital, Kerry disse que planeja viajar para a Europa para se unir às negociações após reuniões marcadas com autoridades chinesas, mais adiante neste mês. Ele qualificou esse momento como "crucial" nas negociações.

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