Michael Sohn/AP
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Negociações sobre coalizão alemã duram mais de 20 horas e nenhum acordo está previsto

Segundo meios de comunicação locais, ambos os lados seguem discordando em questões fiscais e migratórias

O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 04h02

BERLIM - Os conservadores e social-democratas (SPD) da chanceler alemã Angela Merkel se comprometeram a decidir se lançar em conversas formais de coalizão na noite desta quinta-feira, 11, para resolver as diferenças nos impostos, migração e outras questões que bloqueiam a formação de um novo governo de "grande coalizão". No entanto, nenhum acordo estava previsto até às 5h30 desta sexta-feira, 12, (2h30 no horário de Brasília), após 21 horas de discussões. As partes, porém, descartavam adiar as conversas, segundo fontes.

"Ainda vai demorar um pouco", disse o conservador da Baviera, Stephan Mayer, quando deixou as conversas na sede do SPD. Mais cedo, um participante disse ao jornal Bild, periódico de grande circulação: "As negociações estão completamente presas".

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Vários meios de comunicação alemães garantiram que ambos os lados seguiam discordando em questões fiscais e migratórias. O impasse ameaça o futuro de Merkel na Alemanha.

Merkel, conhecida por sua capacidade de esperar os oponentes em longas negociações, conta com o SPD de esquerda para renovar a coalizão que governou dois de seus três termos anteriores, depois de não conseguir um acordo com dois partidos menores.

A chanceler nunca tinha negociado durante tanto tempo desde que está à frente do país, recordou o jornal Die Welt. As conversas para manter a Grécia na zona do euro ou o tratado de paz de Minsk na Ucrânia "só" haviam durado 17 horas.

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Depois de enfrentar a crise do euro, a entrada de mais de um milhão de migrantes e mais de 12 anos no poder, a líder alemã está lutando para fortalecer sua autoridade pessoal e acabar com os meses de incerteza que começaram a prejudicar a influência internacional da nação.

Caso as partes não concordem, Merkel poderia tentar formar um governo minoritário, embora tenha dito que é a favor de novas eleições e, nesse caso, seria a candidata principal de seu partido. /Reuters e AFP

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