Negociações sobre lei imigração nos EUA avançam

Líderes do Senado americano anunciaram nesta quinta-feira que um acordo sobre a lei de imigração americana está próximo. "Tivemos um grande avanço", disse o líder da bancada republicana, Bill Frist. O líder dos democratas, Harry Heid, também se mostrou confiante, ressaltando porém que não havia sido fechado o texto final. A proposta prevê um aumento na segurança da fronteira americana. Além disso, em seu ponto mais importante, deve possibilitar a regularização da situação de parte significativa dos 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem atualmente no país. O republicano Frist ressaltou a importância do projeto para os EUA. "Nós temos uma grande oportunidade de entregar ao povo americano o que ele espera e merece", disse. Ainda assim, caso seja aprovado, o texto voltará para Câmara dos Representantes, onde uma proposta diametralmente oposta foi votada no ano passado. A proposta do Senado Segundo Frist, o texto do Senado divide os imigrantes em três grupos. Os que vivem há pelo menos cinco anos nos EUA; os que estão entre dois e cinco anos no país; e os que vivem há menos de dois anos. O primeiro grupo, por já viver no país há bastante tempo, garantiria a cidadania americana. Eles devem, porém, estar empregados, pagar uma multa e impostos e aprender inglês. Estima-se que esse grupo seja cerca de 60% dos cerca de 11 milhões de imigrantes do país. Já os cidadãos do segundo grupo - de dois e cinco anos no país - terão que sair dos EUA para voltar a entrar em seguida. Eles seriam então classificados como trabalhadores temporários. Essa parcela corresponderia a cerca de 3 milhões de imigrantes. Os cerca de 1 milhão de imigrantes que formam o terceiro grupo, há menos de dois anos nos EUA, deveriam, segundo a lei, deixar o país. Eles poderiam pedir um visto de trabalhadores temporários, sem contudo ter garantias de que irão consegui-lo. Outros pontos não estão bem esclarecidos. Não se apresentou, por exemplo, projetos para assegurar que empregadores só possam contratar trabalhadores legais no futuro. Comissão Judicial O Senado não aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei que previa a legalização de todos os imigrantes ilegais que entraram nos EUA antes de 2004. A lei, já aprovada na Comissão Judicial do Senado, foi rejeitada por um placar de 60 votos contra e 39. Essa votação deixou as portas abertas para o projeto que agora está sendo discutido. O presidente George W. Bush elogiou os progressos dos legisladores. "Estou satisfeito com o fato de republicanos e democratas dos EUA estarem trabalhando juntos para obter uma lei de imigração abrangente", declarou. O presidente lembrou, porém, que os senadores devem votar o projeto até o fim da semana, quando o Congresso entra em recesso. "Os membros devem trabalhar duro para conseguir aprovar a lei antes do recesso." O projeto recebeu críticas de alguns republicanos. O acordo "não é perfeito, mas temos que decidir se é melhor que nada", disse o senador Arlen Specter, presidente da Comissão Judicial. O democrata Reid se mostrou mais otimista. "Espero que nas próximas 24 horas haja ocasião para uma verdadeira celebração.

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