Negociador afegão é morto a tiros em Cabul

O mulá Arsala Rahmani, ex-ministro de Educação do governo taleban no Afeganistão e um dos principais negociadores do presidente Hamid Karzai com a insurgência, foi morto ontem em Cabul. Ele é o segundo membro do Alto Conselho de Paz executado em menos de um ano. Em setembro, o ex-presidente Burhanuddin Rabbani, chefe do conselho e com trânsito no Taleban, foi vítima de um atentado.

CABUL, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2012 | 03h07

Rahmani vivia na capital afegã sob proteção do serviço secreto. Ele foi morto em seu carro por um atirador antes de um encontro com representantes do governo sobre negociações de paz com o Taleban.

O grupo radical negou envolvimento com a morte do ex-ministro. Há algumas semanas, os militantes prometeram incluir os membros do conselho entre os alvos de sua ofensiva. "É verdade que, no começo de nossa ofensiva de primavera, prometemos atacar o chamado Alto Conselho de Paz", disse o porta-voz do Taleban Zabiullah Mujahid. "Ainda estamos comprometidos com nossa campanha, mas insisto que não estamos por trás da morte dele."

O Alto Conselho de Paz lamentou a morte do negociador. "É uma grande perda. Vai afetar o processo de paz, porque ele tinha um papel importante como mediador", disse Muallawi Shafiullah Nuristani, colega de Rahmani.

As negociações entre o governo afegão e a insurgência não têm progredido últimos meses. O Taleban e grupos menores rejeitam a legitimidade do presidente Hamid Karzai, apoiado pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Na semana que vem, as potências ocidentais discutem, em uma reunião de cúpula Chicago, estratégias para a retirada do Afeganistão e o financiamento das forças de segurança do país.

/ NYT

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