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Negociador dos EUA para crise nuclear inicia viagem pela Ásia

Visitas começam na segunda, sete dias após o fim do prazo para a Coréia do Norte declarar seu arsenal nuclear

Efe,

04 de janeiro de 2008 | 05h41

O delegado dos Estados Unidos para a crise nuclear norte-coreana, Christopher Hill, iniciará na segunda-feira uma nova viagem pela Ásia, sete dias após o fim do prazo para que a Coréia do Norte declarasse todo o seu arsenal nuclear. Segundo informou à Efe a embaixada americana em Pequim, Hill embarcará nesta sexta-feira, 4, em Washington e chegará a Tóquio na segunda-feira. Na terça-feira vai a Seul, onde deverá permanecer três dias. Na quinta-feira, dia 11, visitará Pequim, e no dia seguinte partirá rumo a Moscou. O acordo entre as duas Coréias, EUA, China, Japão e Rússia, assinado em outubro, obrigava o governo norte-coreano a declarar todo o seu arsenal nuclear até 31 de dezembro. Mas o país não cumpriu o compromisso, alegando que não recebeu a ajuda prometida em troca, de 1 milhão de toneladas de petróleo. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, pediu na quinta-feira, 3, à Coréia do Norte uma declaração "completa e precisa" de suas instalações nucleares, inclusive o suposto programa de enriquecimento de urânio que deflagrou a atual crise, em 2003, e cuja existência não foi comprovada. "A Coréia do Norte pode emitir esta declaração a qualquer momento, e esperamos que seja o mais rápido possível. Mas também não queremos que sacrifiquem a integridade da lista em nome da rapidez", disse McCormack, antes de anunciar a visita de Hill. A Coréia do Norte respondeu nesta sexta que, para publicar seu relatório nuclear, as outras partes, inclusive os EUA, têm que cumprir também os seus compromissos. "Nós suspendemos as atividades nucleares na central de Yongbyon e começamos o desmantelamento segundo o acordo", ressaltou o jornal norte-coreano Minju Joson, citado pela agência chinesa Xinhua. Em outro comentário de tom mais ameaçador, no jornal Rodong Sinmun, o regime norte-coreano anuncia "vamos reforçar nossas instalações dissuasórias em resposta às tentativas dos EUA de iniciar uma guerra nuclear".

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