Negociador iraniano diz que crise deve ser resolvida na AIEA

O negociador iraniano, Ali Larijani, disse nesta terça-feira em Atenas que a crise nuclear protagonizada por seu país deve ser resolvida na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pediu à União Européia (UE) que contribua para encontrar uma solução.Larijani se reuniu nesta terça com Dora Bakoyani, ministra de Exteriores da Grécia, país que atualmente é membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e do conselho executivo de AIEA, para informar-lhe sobre a situação da crise."Se o assunto retornar à AIEA, avançaremos com toda a cooperação possível", ressaltou Larijani, que se mostrou contrário a que se trate o tema no seio do Conselho de Segurança da ONU.Segundo Larijani, ainda há tempo para uma solução diplomática no marco da AIEA. "Faremos todos os esforços para cooperar" com "uma solução razoável e pacífica".Para Larijani, o Irã considera que se o assunto for tratado no Conselho de Segurança da ONU, "serão tomadas decisões na direção errônea", ao considerar que nesse organismo há uma dinâmica de "pressões e imposição".Para o negociador iraniano, China e Rússia têm posturas mais realistas sobre o assunto que os EUA, e recomendou ao resto dos membros permanentes do Conselho de Segurança que "não sigam a política de um país que ocasiona dores de cabeça"."Achamos que a União Européia tem a possibilidade de desempenhar um papel construtivo" na busca de uma solução para a crise, acrescentou.Por sua parte, Dora manifestou que a Grécia apóia uma solução pacífica da crise, baseada no "papel crucial" da ONU e da AIEA, e disse que Atenas coordena sua postura com a de seus parceiros europeus, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (França e Reino Unido).A ministra grega enfatizou que seu país é contra a proliferação de armas nucleares."Há tempo para se chegar a uma solução pacífica pela via diplomática que tranqüilize a comunidade internacional", disse Dora ao referir-se à crise nuclear iraniana.O governo grego se pronunciou a favor da oferta da Rússia ao Irã para que enriqueça o urânio em território russo.Larijani, que insistiu que o Irã não tem a intenção de fabricar armas nucleares, manifestou que esse plano russo "pode ser levado a cabo", mas indicou que seu país necessita de "mais tempo".

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