Negócios de US$ 117 bi por dia estão parados

Ainda não há números oficiais sobre o custo da passagem do Sandy pela Costa Leste dos EUA, mas apenas a paralisação das bolsas fez com que 1.225 empresas deixassem de movimentar um volume de ações de US$ 117,4 bilhões por dia.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h02

Segundo a consultoria Economatica, esse foi valor do volume financeiro médio diário de ações negociadas nas bolsas do país. Para efeito de comparação, o valor somado do volume diário negociado nas sete maiores bolsas de valores da América Latina é de US$ 3,91 bilhões.

Mesmo assim, o Sandy vai custar bem menos do que o Katrina, o furacão mais dispendioso do mundo, que provocou perdas de US$ 46,6 bilhões em 2005, segundo dados atualizados.

Os danos estimados pela consultoria Eqecat e outras empresas do setor são acompanhados de perto pela indústria de seguros, pois indicam previamente o impacto financeiro de grandes catástrofes no capital das companhias do setor.

Analistas de Wall Street que acompanham as seguradoras, porém, dizem que essas companhias conseguirão facilmente absorver perdas entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões. A temporada de furacões deste ano tem sido calma até o momento e acredita-se que as seguradoras tenham bastante recursos. O modelo da Eqecat indica que o Sandy pode ficar com a quinta posição no ranking das tempestades mais caras, superando o furacão Charlie, que resultou em prejuízos de US$ 8,8 bilhões em ativos segurados em 2004. / AE e AP

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