Nem Bush nem Chávez mandarão no Equador, diz Correa

O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, afirmou que desenvolverá seu próprio modelo político e que "nem George W. Bush nem Hugo Chávez mandarão no país, só os equatorianos". Em uma entrevista ao jornal espanhol "El País", o líder esquerdista fixou suas prioridades: primeiro a reforma política e, depois, a reativação econômica. Correa também disse que reduzirá o salário do presidente e que convocará uma consulta popular sobre a realização de uma Assembléia Constituinte. Apesar de querer se distanciar tanto do presidente dos Estados Unidos como do da Venezuela, Rafael Correa afirmou que Chávez é seu amigo e que tem muito orgulho disso. "Com gente de mãos limpas, de mentes lúcidas e de corações patriotas, como Hugo Chávez e outros líderes da região, o que nos une sempre será mais forte que o que nos separa", disse. O novo presidente do Equador, que tomará posse em 15 de janeiro, ressaltou que a reforma política é prioritária. "Enquanto continuarmos com certas máfias nos dominando, será muito difícil levar o país adiante". Correa adverte a oposição de que a classe política deve se submeter à vontade dos cidadãos, após seu "categórico" pronunciamento nas urnas. Depois de afirmar que ele não pretende dissolver o Congresso, e sim formar uma Assembléia Constituinte, após uma consulta popular, Correa ressaltou que o prazo para constituí-la seria de seis a sete meses após sua posse. O presidente eleito afirmou que seu segundo objetivo é a reativação econômica, mas sempre vinculada à reforma política, "porque as máfias estão em todos os lados e, se não forem combatidas, também não haverá crescimento". Correa assegurou que não haverá "medidas de ajuste severas" no novo governo. "Não castigaremos os mais pobres. Serão mantidas as ajudas públicas e reduziremos o custo dos serviços básicos, como a eletricidade", explicou.

Agencia Estado,

29 Novembro 2006 | 10h41

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