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Nem direita, nem esquerda - ele é apenas ‘Le Macron’

Enquanto Marine Le Pen tenta seduzir o eleitor com seu discurso contra imigrantes e a União Europeia (UE), insuflado pelos ventos de Brexit, Donald Trump e Vladimir Putin, Macron dá de ombros a estereótipos ideológicos

O Estado de S.Paulo

05 de março de 2017 | 05h00

Favorito nas eleições francesas de abril e maio, o ex-ministro das Finanças e ex-socialista Emmanuel Macron emergiu, aos 39 anos, como principal rival de Marine Le Pen, candidata da Frente Nacional. 

Enquanto Marine tenta seduzir o eleitor com seu discurso contra imigrantes e a União Europeia (UE), insuflado pelos ventos de Brexit, Donald Trump e Vladimir Putin, Macron é favorável à imigração, à globalização e defensor intransigente da UE. Saiu do governo para fundar, à margem dos partidos, seu En Marche!, movimento com milhões de seguidores. Dá de ombros a estereótipos ideológicos. Se a candidata da Frente Nacional pretende fechar fronteiras para proteger empregos e empresas, o programa de governo de Macron traz propostas para todos os gostos. À direita, fala em reduzir o custo do Estado francês de 56,5% do PIB (recorde mundial) para 52%, cortar 120 mil empregos públicos, diminuir a alíquota de impostos das empresas, isentar o capital produtivo da taxa sobre fortunas, reformar a Previdência, contratar 10 mil novos policiais e criar uma prisão exclusiva para terroristas. À esquerda, pretende aumentar o ganho de quem recebe salário mínimo, combater contratos precários, ampliar o seguro-desemprego, transferir descontos do assalariado ao empregador e extinguir a taxa de moradia para 80% dos contribuintes. Pelas últimas pesquisas, Macron derrotaria Le Pen facilmente no segundo turno. Brexit e Trump estão aí para provar que é cedo para ele celebrar.

Frases

“Não mantive comunicação com os russos" Jeff Sessions, 

Na Sabatina Ao Cargo de procurador-geral

“Nunca encontrei representantes russos para discutir assuntos da campanha. Essa alegação é falsa”

Sessions, depois que o ‘W. Post’ revelou 2 encontros seus com o embaixador russo

“Você mentiu sobre as mentiras sobre as quais 

havia mentido”

do rap ‘That’s a lie’ (é mentira), gravado por L.L. Cool J. em 1985. naquele ano, procurador no alabama, sessions processou três negros por fraude eleitoral, num caso marcado pela tensão racial. os três foram absolvidos

Pai do soldado morto exige investigação

O soldado William “Ryan” Owen  foi morto no Iêmen em 28 de janeiro, na primeira ação contra o terrorismo do governo de Donald Trump. Ryan foi homenageado pelo próprio Trump em seu discurso ao Congresso. Ele levou dois minutos para retomar a fala, diante das lágrimas da mulher de Owen e da comoção da plateia. Mas Bill, pai de Owen e veterano da Marinha, se recusara a receber Trump depois da morte do filho - e ainda exige uma investigação a respeito. 

Diante do Congresso, Trump encontra seu tom

O discurso de Trump recebeu elogios quase unânimes - nem tanto pelo conteúdo, mas pelo abandono do tom belicoso em nome da mensagem de união e da atitude “presidencial”. A Casa Branca espalhou que foi o próprio Trump quem redigiu o texto, com a ajuda de auxiliares. É uma boa notícia. Se ele consegue escrever daquele jeito, quem sabe um dia eu não fico blionário

Putin dá sinais de que o namoro acabou

Na reportagem magistral sobre Trump e Putin na última edição da New Yorker, a informação mais relevante está lá pelo final. Um dos canais de TV russos controlados pelo governo recebeu ordem de cima para reduzir a exposição de Trump no noticiário e fazer uma cobertura mais equilibrada. Pelo visto, é o fim da lua de mel.

Será possível fazer humor com o genocídio?

No documentário The last laugh (A última risada), que acaba de estrear em Nova York, Ferne Pearlstein entrevista sobreviventes do nazismo, escritores e humoristas como Mel Brooks (foto) e Sarah Silverman para responder a uma questão espinhosa: é possível fazer piada com o Holocausto? “O melhor sobre o filme é que não responde à pergunta”, escreve Marjorie Ingall em sua crítica na Tablet.

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