Emmanuel Braun/Reuters
Emmanuel Braun/Reuters

Nenhum dos membros de junta militar será candidato no Níger

Prioridades do grupo no poder do país são 'limpar política' e restaurar a democracia, segundo organização

Reuters,

24 de fevereiro de 2010 | 20h34

Os membros da junta militar do Níger e o governo de transição que se estabeleceu não poderão ser candidatos nas eleições prometidas pelo grupo, afirmou nesta quarta-feira, 24, o organismo que está no poder.

 

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A junta, que depôs o presidente Mamadou Tandja na semana passada - o qual governou o país exportador de urânio da África ocidental por mais de uma década - também declarou que suas prioridades eram "limpar" a política e restaurar a democracia. O grupo, contudo, não revelou datas para seus planos.

 

A organização que se autodenomina Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSRD, na sigla em francês), tentou amenizar os temores de que o Exército ficará no poder.

 

"Não ficaremos no poder para sempre. Nenhum membro do Conselho e nenhum organismo de transição será mantido", disse o porta-voz da junta, coronel Abdulkarim Goukoye.

 

Goukoye afirmou que uma eleição seria realizada, mas não revelou uma data, e comentou que essa não seria uma decisão unilateral da junta, mas sim acordada depois de conversações com todos os níveis da sociedade nigerina.

 

O golpe de estado, o quarto no Níger desde o país proclamar sua independência da França, foi amplamente acolhido pelos nigerinos cansados de meses de rixas políticas em uma das nações mais pobres do mundo, mas que atrai bilhões de dólares em investimento em petróleo e urânio.

 

A comunidade internacional criticou oficialmente a medida do Exército, mas diplomáticos reconhecem que o golpe possibilitou um avanço que a mediação internacional não conseguiu na disputa sobre a extensão constitucional de Tandja para permanecer no poder.

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