'Nenhum lugar era seguro em Calândia'

Às 15h14, ficou claro que nenhum lugar era seguro no campo de refugiados de Calândia. Os israelenses reagiam aos ataques a seu posto de segurança, atingido por fogos de artifício e coquetéis molotov. Seguiram-se bombas de gás lacrimogêneo e saraivadas de balas de borracha - pequenos projéteis de ferro, cobertos com, no máximo, 2 milímetros de borracha.

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2011 | 03h03

Ao correr ao lado de cerca de 100 palestinos, fui atingido acima da nuca por uma lata de gás lacrimogêneo. Dei mais alguns passos, antes de cair. A ambulância do Crescente Vermelho chegou rápido. Enquanto o médico costurava os dois pontos, sem anestesia, todos diziam: "Seja forte". Os berros tomaram conta da enfermaria. Duas injeções de antibióticos depois, veio a alta e a recomendação: não beber água ou comer nas próximas horas. / G.R.

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