Nenhum partido obtém maioria no Peru

No novo Congresso peruano, surgido das eleições de domingo, nenhum partido terá maioria absoluta - o que obrigará o futuro presidente a buscar coalizão e diálogo. Os resultados oficiais revelaram que Alejandro Toledo, primeiro colocado, e o segundo, o ex-presidente Alan García, terão que disputar um segundo turno. A candidata Lourdes Flores foi a terceira colocada. Segundo as primeiras estimativas, feitas pela mais importante empresa de pesquisas do país, a Apoyo, 11 partidos, dos 13 que participaram do processo eleitoral, conseguiram ter ao menos um representante no Congresso de 120 legisladores. A primeira força é a do partido de Toledo, Peru Possível, que alcançou 25,1% dos votos e o equivalente a 41 cadeiras. A ele se seguem imediatamente o Partido Aprista, de García, com 19,1% e 29 vagas, e o Unidade Nacional, de Flores, com 13,1% e 15 vagas. "Teremos que fazer acordos para tudo, distribuir proporcionalmente as responsabilidades, buscar acordos. Se houver acordos, haverá leis; e, se não houver, também não haverá leis", disse Carlos Ferrero, presidente interino do Congresso e membro do Peru Possível.

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