Odd Andersen/AFP
Odd Andersen/AFP

Neonazista alemã de 87 anos é condenada a 10 meses de prisão por negar Holocausto

Ursula Haverbeck já havia sido acusada em meados de 2015 por alegar que Auschwitz não era um campo de extermínio

O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2015 | 09h34

BERLIM - Uma famosa alemã neonazista de 87 anos foi acusada de negar o Holocausto e sentenciada a 10 meses de prisão. O jornal local Bild informou nesta sexta-feira, 13, que Ursula Haverbeck afirmou que vai apelar o veredicto do Tribunal de Hamburgo.

Haverbeck já havia sido acusada em meados de 2015 após conceder uma entrevista do lado de fora do local onde o Sargento da SS Oskar Groening, de 94 anos, estava sendo julgado, por alegar que Auschwitz não era um campo de extermínio. Quando ela desafiou o juiz que presidia a sessão a provar que era, ele disse que não discutiria com alguém que “não pode aceitar os fatos”, acrescentando que ele “não tinha que provar que o mundo é redondo”.

Em julho de 2015, Oskar Groening foi condenado a 4 anos de prisão por cumplicidade no assassinato de 300 mil pessoas, no que foi considerado um dos últimos grandes julgamentos do Holocausto. Ele havia trabalhado como contador no campo de concentração de Auschwitz.

Groening não matou ninguém enquanto trabalhava no campo polonês ocupado pelos nazistas, mas os procuradores argumentaram que ele, sendo responsável pelas anotações bancárias de judeus recém-chegados ao local, ajudou a apoiar o regime responsável por assassinatos em massa.

O alemão negou ter participado diretamente da escolha de quem seria enviado às câmaras de gás ou permaneceria realizando trabalhos forçados. Pelo menos 300 mil judeus foram enviados para câmaras de gás, de acordo com a acusação. /ASSOCIATED PRESS, EFE e REUTERS

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