Neozelandês é expulso da China por ameaças na internet

Segundo o deportado, expulsão aconteceu devido 'a pessoas com as quais causou problemas e alguém do Birô de Segurança Pública'

Efe,

25 de junho de 2010 | 05h43

PEQUIM - Um cidadão neozelandês que se dedicava a ameaçar a internautas em fóruns de internet e escreveu um polêmico livro de ficção sobre suas supostas experiências na cidade de Harbin (nordeste da China) foi expulso do país asiático, informa nesta sexta-feira, 25 o jornal oficial Global Times.

O deportado, Jamie Shorter, de 44 anos, está proibido de voltar à China durante vários anos, destacaram fontes policiais consultadas pelo jornal, que assinalaram que não podem revelar detalhes sobre o caso.

Após sua deportação, Shorter escreveu um artigo na internet assinalando que sua expulsão aconteceu devido a "conexões entre as pessoas às quais causei problemas na internet e alguém do Birô de Segurança Pública".

Aparentemente, o fórum onde Shorter escrevia suas ameaças é o do popular site The Beijinger, muito utilizado por estrangeiros para fazer amizades em Pequim através da internet.

Usuários do fórum asseguraram que o neozelandês usava a internet para buscar informações sobre eles, para depois publicar suas fotos, nomes e locais de trabalho, entre outros dados.

O livro, que escreveu sob o pseudônimo de Robert Black, despertou grande polêmica entre os internautas da China por contar, entre outros detalhes, a suposta violação de uma jovem deste país.

Amigos de Shorter consultados pelo "Global Times" asseguraram que ele é "uma pessoa normal" e que talvez tenha cometido "certos excessos", mas asseguraram que não foi tratado com justiça, e que ser deportado por comentários na Internet é "ridículo".

É a segunda vez em uma semana que um cidadão neozelandês protagoniza incidentes com as autoridades chinesas. A primeira foi no último dia 18, quando um deputado da Nova Zelândia foi agredido no país por guarda-costas do vice-presidente chinês, Xi Jinping, durante um protesto contra a política do regime comunista no Tibete, organizada no exterior do Parlamento em Wellington.

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