Neozelandeses são resgatados após 50 dias à deriva

Três adolescentes que já haviam sido dados como mortos foram resgatados por um barco pesqueiro de bandeira neozelandesa depois de passarem 50 dias à deriva no Pacífico Sul. Os rapazes - dois de 15 anos e um de 14 - desapareceram no início de outubro em uma tentativa de fazer a travessia entre duas ilhas de Toquelau, um território da Nova Zelândia.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 18h23

O desaparecimento do trio desencadeou uma ampla operação de busca da Força Aérea neozelandesa, mas a tentativa de resgate terminou sem sucesso e eles foram declarados mortos. Até mesmo uma cerimônia religiosa chegou a ser celebrada em memória dos rapazes.

"É um milagre! É um milagre", celebrou Tanu Filo, pai de um dos jovens desaparecidos. Ele disse que um deles telefonou do barco pesqueiro para a avó para contar que estavam vivos. "A vila inteira está comemorando essa boa notícia", afirmou ele, à Rádio Nova Zelândia Internacional.

A pequena embarcação na qual o trio tentou fazer a travessia ficou à deriva durante semanas e só foi avistada na tarde de ontem pela tripulação de um navio pesqueiro em uma área isolada do Oceano Pacífico a nordeste de Fiji, a cerca de 1.300 quilômetros do ponto onde desapareceram.

Os pescadores passavam por ali por acaso, pois o local estava fora da rota convencional e eles queriam chegar mais rápido à Nova Zelândia, disse Tai Fredricsen, tripulante da embarcação responsável pelo resgate. De acordo com a mídia neozelandesa, os rapazes alimentaram-se de carne de gaivota durante o período em que ficaram à deriva. "Fisicamente eles pareciam bastante desgastados, mas mentalmente estavam muito bem", relatou Fredricsen à Rádio Nova Zelândia Internacional.

Na opinião de Fredricsen, o resgate aconteceu em um momento crucial, pois os jovens estavam muito magros, bastante desidratados, apresentavam sinais de insolação e haviam começado a beber água do mar porque não vinha chovendo nos últimos dias. Depois do resgate, a tripulação do barco pesqueiro deu água e fruta para eles. As informações são da Associated Press.

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