Neruda será exumado após suspeita de envenenamento

Prêmio Nobel da Literatura, o chileno Pablo Neruda, famoso pelos poemas de amor e a forte visão comunista, morreu oficialmente de câncer de próstata, em 23 de setembro de 1973. Porém, no ano passado, seu ex-motorista disse que agentes do governo do general Augusto Pinochet usaram a doença como uma cobertura - eles teriam injetado veneno em seu estômago enquanto ele estava hospitalizado na clínica Santa Maria, na capital Santiago, informa a SkyNews.

Agência Estado

05 de março de 2013 | 00h10

O juiz Mario Carroza, que investiga as causas da morte do poeta, disse que há provas suficientes para justificar a exumação dos restos mortais de Neruda, que era um defensor do presidente socialista Salvador Allende, derrubado pelo golpe militar em 11 de setembro de 1973, quase duas semanas antes da morte do poeta.

Neruda está enterrado em sua casa em Isla Negra, no litoral chileno, a 120 km de Santiago, junto com sua terceira esposa, Matilde Urrutia. Ele será exumado em uma operação "respeitosa" em abril, disseram as autoridades. Cerca de 3 mil pessoas foram mortas nos 17 anos da ditadura Pinochet.

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