Netanyahu acredita em aprovação de nova moratória em assentamentos

Premiê espera confirmação oficial de oferta americana para submetê-la a votação do gabinete

estadão.com.br,

18 de novembro de 2010 | 21h10

TEL AVIV - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira, 18, que acredita que seu gabinete irá aprovar a nova proposta de congelamento nos assentamentos na Cisjordânia oferecida pelos EUA.

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" Se eu receber a proposta do governo americano, a submeterei ao gabinete, e não tenho a menor dúvida de que meus colegas também a aceitarão", disse Netanyahu, durante uma inauguração em Haifa, segundo a AFP.

De acordo com o gabinete do premiê, uma confirmação oficial da proposta, que prevê o congelamento de três meses das construções americanas em troca de benefícios militares, deve ser feita em breve pelo governo americano.

Netanyahu disse ainda que tem mantido contatos intensos com o governo americano sobre a questão. " O objetivo é finalizar os acordos para reativar o processo de paz, preservando os interesses vitais de Israel", afirmou.

A proposta americana visa retomar as negociações, abandonadas pelos palestinos após Israel retomar as construções de assentamentos na Cisjordânia. O premiê espera a confirmação oficial da oferta para submetê-la à votação.

Retomadas em setembro, as negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas desde dezembro de 2008, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis.

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

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