Cliff Owen/AP
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Netanyahu admite possibilidade de ataque contra o Irã

Primeiro-ministro discursou no Comitê de Ação Pública Americano Israelense (Aipac)

Efe,

06 de março de 2012 | 01h21

WASHINGTON - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 5, diante do principal grupo de pressão judeu nos Estados Unidos que"nunca" porá em risco a segurança israelense. Horas antes, o presidente americano, Barack Obama, dissera que Israel deve ser "dono de seu destino" com relação ao Irã.

 

"Como primeiro-ministro, nunca porei em risco a segurança do Estado de Israel", disse Netanyahu, durante um discurso de quase meia hora, ao ser recebido com uma prolongada ovação na gala anual do Comitê de Ação Pública Americano Israelense (Aipac).

 

O primeiro-ministro israelense se queixou que "incrivelmente" muitos na comunidade internacional não reconhecem que o Irã está tentando produzir armas nucleares, além de construir instalações para enriquecimento de urânio. Além disso, assinalou que o presidente Obama, com quem se reuniu no Salão Oval da Casa Branca, reiterou seu compromisso de impedir que o Irã obtenha essas armas.

 

Netanyahu acrescentou que o Irã é responsável pela morte de centenas ou até milhares de americanos, e advertiu que, se o Irã age assim sem armas nucleares, seria ainda pior se as obtivesse. "Nenhum de nós pode esperar mais tempo. Nunca permitirei que minha gente viva à sombra da aniquilação", enfatizou o premiê israelense, que antes comunicara a Obama que "sempre devemos ser os donos do nosso destino".

 

Netanyahu e Obama se reuniram de forma privada no Salão Oval durante cerca de três horas para discutir, quase exclusivamente, a crescente ameaça do programa nuclear iraniano. Obama disse que tanto ele como o primeiro-ministro israelense preferem resolver o assunto pela via diplomática porque sabem "dos custos de qualquer ação militar".

 

Netanyahu, por sua vez, disse que Israel tomará uma decisão sobre lançar ou não um ataque militar preventivo contra o Irã, com ou sem os Estados Unidos. No entanto, ao Governo de Obama não interessa uma medida que poderia suscitar outra guerra no Oriente Médio, em pleno ano eleitoral e quando os EUA acabam de dar por terminada a Guerra do Iraque e buscam pôr fim à do Afeganistão em dois anos e meio.

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