Netanyahu afirma que acordo de paz saudita ´não é realista´

Para Benjamin Netanyahu, ex-primeiro-ministro israelense, a proposta de paz da Arábia Saudita "não é realista". Segundo o líder do partido direitista Likud e chefe da oposição parlamentar, a proposta não é realista "porque exige uma retirada total de Israel" dos territórios árabes conquistados na guerra de 1967. Além disso, Netanyahu afirma que "não está claro o que oferece em troca. Também "não prevê uma solução para o conflito sobre a soberania na cidade de Jerusalém, nem sobre os refugiados palestinos das guerras de 1948 e1967", continua. A iniciativa de paz seria uma plataforma para a criação de um "bloco de moderados" no Oriente Médio, oposto ao Irã, conforme a visão do governo de George W. Bush. Com a proposta aceita, a promessa é a normalizar as relações com o mundo árabe, caso Israel se retire dos territórios ocupados na guerra de 1967 para que seja criado um Estado palestino com capital em Jerusalém.Netanyahu é o favorito dos israelenses para ocupar o lugar de Ehud Olmert, segundo todas as pesquisas sobre popularidade e intenções de voto. O líder do Likud é contra a volta dos refugiados residentes em sua maioria em países árabes vizinhos, como o Líbano e Jordânia, territórios anteriores à fundação de Israel, em 1948. "Se permitirmos que um volte, isso não terá fim", afirma.OlmertDe opinião contrária a Netanyahu, o primeiro-ministro Olmert, afirma que a proposta saudita "conta com aspectos positivos", e poderá servir de base para negociações de paz entre o mundo árabe, incluindo os palestinos, e o Estado israelense.Segundo o atual primeiro-ministro, antes da aceitação da proposta saudita, "Israel deve exigir esclarecimentos sobre como será o fim do conflito, para não ser obrigado a concessões sem fim", declara à rádio pública israelense.O plano de paz saudita deverá voltar ao debate no dia 28 de março, quando os chefes de estado árabes voltarão a se reunir, na Arábia Saudita. Ele foi aprovado na cúpula árabe de 2002, em Beirute. Desde a fundação do Estado de Israel, em 1948, só Egito (1979) e Jordânia (1994) assinaram tratados de paz com o país.

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