EFE/ABIR SULTAN
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Netanyahu amplia coalizão após acordo que nomeia Lieberman ministro de Defesa

Primeiro-ministro israelense diz que incorporação do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu ao seu governo tem como objetivo 'fazer frente aos desafios' que o país enfrenta

O Estado de S. Paulo

25 Maio 2016 | 10h49

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, alcançou nesta quarta-feira, 25, um acordo para ampliar a coalizão de seu Executivo, à qual se incorporará o partido do ultradireitista Avigdor Lieberman, que será o novo titular da Defesa.

A ampliação do governo tem como objetivo "fazer frente aos desafios" que o país enfrenta, disse Netanyahu em comunicado de imprensa. O primeiro-ministro negociava desde a semana passada com o Lieberman sua incorporação ao governo, após fracassar em suas tentativas com o líder da oposição, o trabalhista Isaac Herzog, que recebeu duras críticas entre seus correligionários.

Desde as eleições do ano passado, Netanyahu contava com apenas 61 deputados, um a mais que a maioria absoluta. Com a incorporação dessa formação seu governo alcançará os 66 cadeiras, o que lhe garante uma base mais sólida para dirigir o país.

O chefe do Executivo israelense deu as boas-vindas a Lieberman e aos membros de sua formação de extrema direita e secular, "Yisrael Beiteinu", como "novos e importantes parceiros na coalizão". Netanyahu se referiu, em uma possível advertência aos críticos à nomeação de Lieberman, que o "objetivo superior" era "o compromisso de garantir a segurança de Israel".

"Como primeiro-ministro, e Lieberman, como ministro da Defesa, junto com o chefe do Estado-Maior e os responsáveis das forças de segurança vamos continuar trabalhando para manter a segurança dos cidadãos israelenses com determinação e responsabilidade", diz o comunicado.

O acordo transforma o governo de Netanyahu no mais direitista da história de Israel e no qual deputados líderes do próprio Likud, o partido de Netanyahu, deram espaço a outros mais radicais, o que foi já condenado pela liderança palestina. / EFE

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