Gali Tibbon/AFP
Gali Tibbon/AFP

Netanyahu anuncia coalizão com o Kadima, principal partido da oposição

Atitude poderá dar mais liberdade nas negociações com os palestinos e em decisões referentes ao Irã

AE, Agência Estado

08 Maio 2012 | 10h01

TEL-AVIV - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira a formação de um novo governo de coalizão com o principal partido de oposição, o centrista Kadima, numa atitude que poderá lhe dar mais liberdade nas negociações com os palestinos e em decisões referentes ao Irã.

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Como foi antecipado pela imprensa israelense ontem, Netanyahu desistiu de antecipar as eleições parlamentares e fechou a aliança com a Kadima, garantindo o controle de 94 das 120 cadeiras do Parlamento e formando um dos maiores governos de união da história de Israel.

Netanyahu e o líder do Kadima, Shaul Mofaz, disseram durante coletiva de imprensa que o acordo trará estabilidade à política israelense e prometeram cooperação nos assuntos relacionados ao Irã e para a retomada do diálogo de paz com os palestinos, suspenso há mais de três anos.

A coalizão atual de Netanyahu, que se mantinha surpreendentemente estável desde que assumiu, em março de 2009, enfrentou discordâncias nas últimas semanas por causa de ordens judiciais para a demolição de dois assentamentos de colonos na Cisjordânia e sobre a isenção para a convocação militar de milhares de jovens judeus ultraortodoxos.

Diante das dificuldades, Netanyahu chegou a anunciar ontem que procuraria marcar as eleições para setembro, mais de um ano antes do previsto. Durante a madrugada, no entanto, o premiê conseguiu fechar o acordo com o Kadima, que controla 28 assentos no Parlamento.

"Eu estava preparado para realizar eleições", disse Netanyahu. "Mas quando descobri que uma ampla coalizão podia ser estabelecida...percebi que a estabilidade podia ser restaurada. É por isso que decidi formar um amplo governo de unidade nacional."

Segundo Netanyahu, a coalizão vai se concentrar em quatro questões-chave: o fim da polêmica isenção do serviço militar para rapazes ultraortodoxos, a reforma do volátil sistema político, a proteção da economia, e a promoção de um processo de paz "responsável" com os palestinos.

O premiê israelense disse ainda que a coalizão terá "sérias conversas" sobre o programa nuclear do Irã. Em ocasiões recentes, Netanyahu sugeriu que Israel estaria preparado para atacar o Irã se o país se sentisse ameaçado. Mofaz, por sua vez, é contrário à ideia de um ataque israelense contra os iranianos.

As informações são da Associated Press.

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