Netanyahu anuncia ofensiva em Gaza

Ataques aéreos israelenses desde a noite de segunda-feira deixaram 12 palestinos mortos; Israel convocou 40 mil reservistas

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2014 | 11h53

JERUSALÉM - O gabinete de segurança de Israel decidiu nesta terça-feira, 8, convocar 40 mil reservistas para uma possível operação terrestre na Faixa de Gaza como parte da ofensiva "Limite protetor", iniciada na segunda-feira, segundo a imprensa local.

A mobilização não será imediata e ocorrerá de forma escalonada. O objetivo é reforçar as forças regulares posicionadas nos arredores da Faixa de Gaza e unidades relacionadas com a defesa aérea e civil no sul de Israel, disse o Canal 10 da televisão local.

Os bombardeios israelenses deixaram 12 palestinos mortos e mais de 70 feridos desde a noite de segunda, seis deles milicianos e cinco civis, entre os quais há dois menores, disseram fontes médicas.

O gabinete, integrado por altos membros do governo e comandantes israelenses, foi formado pouco depois do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, responsabilizar o grupo Hamas pela atual escalada de violência na região.

A decisão de chamar os reservistas foi solicitada pelo chefe do Estado-Maior, o general Benny Gantz, e pretende fazer com que as unidades tomem parte em missões realizadas pelas forças regulares, para permitir que sejam empregadas na ofensiva iniciada na noite de segunda.

Israel iniciou a nova operação militar contra Gaza com os objetivos de frear o lançamento de foguetes e golpear o Hamas, considerado o responsável pelo assassinato de três estudantes israelenses desaparecidos em 12 de junho na Cisjordânia ocupada.

Desde então, milicianos palestinos lançaram de Gaza cerca de 300 foguetes contra o sul de Israel, que causaram ferimentos por estilhaços em três soldados.

Resposta. Após os ataques, o Hamas declarou que todos os israelenses são alvos legítimos de seus ataques. "A morte de crianças em Jan Yunis é um crime de guerra espantoso e todos os israelenses passaram a ser agora alvos legítimos da resistência palestina", disse o porta-voz do grupo, Sam Abu Zuhri, em comunicado, se referindo ao ataque contra uma casa em Gaza que matou duas crianças, de acordo com a agência AFP.

A Liga Árabe pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para tratar a situação em Gaza, anunciou nesta terça o secretário-geral da Liga, Nabil al Arabi. / EFE

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