AFP PHOTO / THOMAS COEX
AFP PHOTO / THOMAS COEX

Netanyahu apoia decisão de Trump de deixar o acordo nuclear com Irã

Premiê israelense elogiou decisão do presidente americano e disse que o pacto nuclear fez com que o Irã ficasse 'mais agressivo'

O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 17h33

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, apoiou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de abandonar o acordo nuclear firmado com o Irã em 2015. "Esse acordo só trouxe resultados desastrosos. O acordo não afastou a guerra, ele a aproximou mais ainda", disse o líder israelense em entrevista realizada nesta terça-feira, 8.

+O que é o acordo nuclear com o Irã e por que ele é criticado?

Segundo Netanyahu, o acordo fez com que o Irã se tornasse um país mais agressivo, o que se refletiria em todo o Oriente Médio, principalmente na Síria, onde, segundo o premiê, o país persa estaria construindo bases militares para atacar Israel. As declarações foram feitas minutos depois de Trump anunciar sua decisão na Casa Branca.

O premiê israelense ainda afirmou que o acordo não impediu que o Irã fabricasse mísseis balísticos a fim de carregar armas nucleares, o que é um "desastre para a paz no mundo".

Desde 2015, quando o pacto nuclear foi firmado, o líder israelense se colocou na oposição de todas as potências chamando o acordo de "erro histórico".  Na semana passada ele reiterou sua posição e apresentou o que disse provar que Teerã mentiu sobre sua intenção de desenvolver armas nucleares ao negociar com as potências.

+ Se EUA deixarem acordo nuclear ‘vão se arrepender como nunca’, diz presidente do Irã

Tensão

Na tarde desta terça-feira, o Exército de Israel ativou seus sistemas de defesa na Colina de Golan, no nordeste do país, por conta de supostas "atividades irregulares das forças iranianas" na Síria.

Tropas isralenses estão em "alerta elevado" para um possível ataque na região. O local é emblemático e remonta um histórico conflito entre Israel e Síria, potencializado pelos recentes ataques realizados por Israel contra soldados iranianos no país vizinho. / REUTERS, EFE e ANSA

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.