Netanyahu avalia mudar discurso sobre Irã no Congresso americano

Autoridades israelenses dizem que premiê não desistiu da fala, mas está considerando lançar mão de formatos diferentes

O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 15h57

WASHINGTON - Autoridades israelenses estão avaliando melhorar o formato do discurso que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu fará ao Congresso dos EUA em março para tentar acalmar o furor partidário que a fala sobre o Irã provocou.

Netanyahu está programado para falar em uma sessão conjunta do Congresso americano sobre o programa nuclear do Irã em 3 de março, apenas duas semanas antes de uma eleição parlamentar israelense, após um convite de John Boehner, presidente da republicano da Casa.

O convite causou consternação em Israel e nos Estados Unidos, onde foi visto como Netanyahu, um crítico ferrenho, trabalhando com os republicanos para se intrometer na política do presidente Barack Obama em relação ao Irã.

É também visto como colocando as ligações políticas com os republicanos acima das relações bilaterais de Israel com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que dá ao primeiro-ministro israelense um impulso publicitário antes das eleições de 17 de março.

Como resultado, autoridades israelenses estão avaliando se Netanyahu deve falar em uma sessão fechada do Congresso ou em pequenas reuniões com congressistas ao invés de uma fala em horário nobre para desfazer as tensões ao redor do evento.

Outra opção é o premiê fazer seu discurso no encontro anual da Comissão de Relações Públicas Americanas e Israelenses na mesma semana ao invés de no Congresso.

"A questão está sob discussão há uma semana", disse uma fonte próxima ao gabinete de Netanyahu. "(Ele) está discutindo com pessoas do Likud. Algund dizem que ele deve desistir do discurso; outros, que ele deve ir adiante. O Likud é o partido de direita que Netanyahu lidera.

Autoridades no gabinete de Netanyahu disseram que por enquanto a programação não mudou. "Nos últimos dias, o primeiro-ministro foi consultado várias vezes sobre sua viagem aos Estados Unidos", disse um funcionário. "Até o momento, não houve mudanças nos planos." / REUTERS

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