Netanyahu compara Irã ao Holocausto

Em Berlim, premiê israelense e chanceler alemã pressionam Teerã

AP e Reuters, BERLIM, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

Em visita a Berlim, o premiê israelense, Benyamin Netanyahu, comparou ontem as ameaças do Irã a Israel com o Holocausto ao receber as plantas originais do campo de concentração de Auschwitz, que serão expostas em um museu de Jerusalém. "O Holocausto poderia ter sido impedido. As pessoas sabiam, mas nada fizeram Não podemos deixar que isso se repita, que alguns clamem impunemente pela destruição do Estado de Israel", disse, sem mencionar o Irã diretamente.No encontro, a chanceler alemã, Angela Merkel, também pressionou Teerã, afirmando que o país precisa mostrar disposição em negociar seu programa nuclear. "Se isso não ocorrer, então teremos de discutir medidas e sanções mais duras." No entanto, ela também lembrou que Israel deve interromper a ampliação de seus assentamentos em território palestino.O encontro entre Netanyahu e Merkel ocorreu após um raro sinal de progresso nas negociações de paz no Oriente Médio, indicando que Netanyahu e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, podem se reunir em breve - provavelmente na Assembleia-Geral da ONU, que ocorre no mês que vem em Nova York."Espero que em um mês ou dois, no máximo, possamos retomar as negociações", disse Netanyahu. Contudo, ele não deu nenhum sinal de que Israel concordará em interromper os assentamentos - precondição dos palestinos para dar continuidade às negociações de paz. Cerca de 300 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos na Cisjordânia, além dos 180 mil que moram em bairros judaicos de Jerusalém Oriental. Os palestinos reivindicam as duas áreas. As plantas recebidas por Netanyahu mostram 29 esboços de Auschwitz, com detalhes do crematório e da câmara de gás, assinados por comandantes da SS e do campo.

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