Netanyahu: construções na Cisjordânia vão prosseguir

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a exigência dos Estados Unidos para a interrupção total das construções em assentamentos da Cisjordânia. As declarações do primeiro-ministro divulgadas hoje ocorrem antes de um encontro crucial com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell.

AE-AP, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 11h27

Netanyahu disse ao poderoso comitê de Defesa e Relações Exteriores que Israel considera suspender todos os novos planos para construir na Cisjordânia por um período limitado, de acordo com um participante do encontro. Porém o primeiro-ministro afirmou que permitirá o prosseguimento das construções já aprovadas. Netanyahu defende que nos assentamentos haja construções para acomodar a crescente população que vive nessas áreas.

Israel continuará a construir aproximadamente 3 mil apartamentos já aprovados e também vai manter sem restrições as obras em Jerusalém Oriental, segundo a fonte, que pediu anonimato. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado. Israel capturou esses territórios na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e, atualmente, meio milhão de israelenses vivem neles. Os palestinos exigem o fim das construções para a retomada das conversas de paz.

Amanhã Netanyahu se encontra com Mitchell. Na próxima semana, ele e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, viajam a Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. Funcionários israelenses e palestinos já falaram sobre a possibilidade de um encontro entre os dois, mas isso dependerá das conversas entre as autoridades dos dois lados e Mitchell, que amanhã deve também se encontrar com Abbas.

Olmert

Netanyahu substituiu em março Ehud Olmert, que manteve negociações com Abbas, antes de ser forçado a renunciar por suspeitas de corrupção. Hoje o Ministério da Justiça de Israel informou que o julgamento de Olmert começará no dia 29, em Jerusalém. Ele foi indiciado no mês passado por aceitar fundos ilegais de um empresário norte-americano e cobrar indevidamente grupos judaicos por viagens ao exterior, entre outras acusações. Ele afirma ser inocente.

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