Netanyahu decidirá amanhã se comparecerá a sessões na ONU

Premiê teme que sua imagem pessoal e a de Israel sejam abaladas se após discurso na Assembleia Geral

EFE

14 Setembro 2011 | 11h56

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não decidiu ainda se comparecerá à Assembleia Geral da ONU ou se enviará o presidente Shimon Peres para representar o país, visto que este conta com uma imagem internacional muito melhor do que a sua.

 

De acordo com o jornal "Yedioth Ahronoth", Netanyahu teme que sua imagem pessoal e a de Israel sejam abaladas se após seu discurso na sessão número 66 da Assembleia Geral ocorra uma votação favorável à criação de um Estado palestino.

 

"No entorno do primeiro-ministro, todos sabem que seu discurso fortalecerá a proposta palestina. Por outro lado, se ele não comparecer, será acusado (pela oposição israelense) de não exercer sua liderança, de se deixar levar pelo medo e de não lidar com um assunto de Estado", indicou o jornal.

 

A opção alternativa que o chefe do Executivo avalia é enviar em seu lugar o presidente Peres, de reputação internacional reconhecida e que já representou Israel no ano passado na Assembleia.

A decisão dependerá dos resultados das negociações que Estados Unidos e a União Europeia realizam para conseguir uma resolução mais morna, que permita aos palestinos obter alguma conquista diplomática.

 

Segundo o jornal, esta possibilidade poderia incluir o reconhecimento pactuado para um "Estado não-membro" das Nações Unidas e um chamado para a retomada das negociações de paz "com base nas fronteiras de 1967".

 

A proposta palestina fala em princípio do reconhecimento de um Estado nas fronteiras prévias à Guerra de 1967 e sua admissão como membro de pleno direito.

 

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, se reuniu nesta quarta-feira em Jerusalém com Netanyahu para analisar a resolução, enquanto se espera a chegada de dois enviados americanos à região com o mesmo objetivo.

 

A publicação israelense informou que Netanyahu estaria disposto a aceitar a fórmula proposta, se também for incluído um reconhecimento dos palestinos ao Estado judeu.

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